Seu ERP está preparado para o GTIN – Numeração Global de Item Comercial?

Introdução

A utilização do código de barras é amplamente conhecida no mundo dos negócios há tempos, principalmente em função dos benefícios que ela acarreta com a automação dos processos operacionais e de gestão das organizações. A prática tem se mostrado de fundamental importância para ganhar agilidade e segurança na movimentação de produtos e em operações de compra e vendas.

Um novo elemento foi adotado a partir da implantação da NF 4.0 e sua informação é obrigatória na emissão da NFe – Nota Fiscal Eletrônica e na NFCe – Nota Fiscal Consumidor Eletrônica.

Essa obrigatoriedade pode impactar empresas dos mais variados segmentos, sejam indústrias, distribuidores, varejos e atacados, e-commerce, em todo o território nacional. Na prática, os produtos que tenham estampado em sua embalagem o código de barras deve estar identificado por um GTIN.

Vale então lembrar que passa ser fundamental que as informações cadastrais dos produtos sejam mantidas atualizadas junto ao Cadastro Nacional de Produtos (CNP), mantido no brasil pela GS1 Brasil e que está integrado ao Cadastro Central de GTIN, que é utilizado como fonte de consultas pelos órgãos de governo.

O Que É o GTIN?

O GTIN é semelhante ao código de barras. É um identificador único de itens comerciais no mundo.

Desenvolvido pela GS1 do Brasil, ele é formado por 8 a 14 dígitos e os hoje conhecidos são o GTIN 8, o GTIN 12, o GTIN 13 e o GTIN 14, os quais devem ser inseridos na nota fiscal eletrônica em conformidade com a legislação vigente.

Caso um determinado produto não possua o código GTIN, deve-se então inserir a informação SEM GTIN.

A introdução do GTIN tem como finalidade ampliar a gestão e o controle dos produtos com maior eficácia e eficiência, dificultando a ocorrência de desvios, falsificações ou fraudes em função da sua capacidade de rastrear produtos em qualquer ponto da cadeia de valor.

Outras vantagens podem ser ainda consideradas como identificação única do produto, facilidade na movimentação de produtos (logística interna e externa), eficiência na recepção dos produtos e na gestão dos estoques.

Conclusão

A introdução dessa obrigatoriedade é mais um elemento que contribui para a evolução do SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, promovendo eficiência aos processos de negócio e também aos processos de regulação e fiscalização.

Celso Furlan, agosto 2018.